quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Resistência contra a remoção no morro dos tabajaras continua
No dia 17 de julho foi realizada mais uma assembleia reunindo os moradores da comunidade e a associação de moradores local com a pastoral de favelas, lideranças de outras comunidades que estão passando pelo mesmo problema, a defensoria pública e um corpo técnico que contesta o laudo da Geo Rio, empresa vinculada à Secretaria de Obras. O propósito da reunião foi avaliar se os moradores vão entrar com uma ação para que cesse o processo de remoção na comunidade, ou somente exijam a retirada dos entulhos.
A maioria, dentre os cerca de 50 moradores presentes, deu seus depoimentos sobre o que está ocorrendo na região e discutiu possíveis soluções para a mobilização daqueles que não querem abandonar suas casas. A principal reclamação apontada na fala dos moradores é o entulho, espalhado pelas ruas há mais de dois meses, das casas que estão sendo quebradas após as compras realizadas pela prefeitura.
“Pessoas estão vendendo suas casas pelo desespero”, disse um morador, enquanto outro destacou que pessoas trabalharam a vida toda e investiram em suas casas para ter uma moradia digna e agora estão sendo obrigados a abandoná-las.
Alguns se queixaram de que algumas casas coladas às que estão sendo vendidas – ou juntas, por terem quartos alugados, o que é comum em comunidades – ficaram prejudicadas com a demolição. Outros relataram casos de pessoas que saíram de suas moradias e não tiveram ainda solução por parte da prefeitura. A falta de divulgação na mídia, apesar de vários veículos terem sido solicitados pelos moradores, resultou na criação de um blog (veja aqui http://wwwestradinha1014.blogspot.com/ ) para divulgar o que está ocorrendo.
O presidente da Associação de Moradores do Tabajaras, Reinaldo Reis, disse que está mais difícil de trazer os serviços para a comunidade e a comparou com o Haiti devido o abandono. Reinaldo se reuniu com os secretários municipais de habitação e assistência social no dia 20 de junho, e disse que depois tiveram decretos informando que se os moradores não se retirassem das suas casas até o dia 15 de julho não receberiam os 40% a mais no valor do imóvel que a prefeitura estava oferecendo.
“Acreditamos que 100 famílias estão resistindo, já quebraram mais do que a metade. E a comunidade hoje está um deserto, você passa por ela e vê só ruína. A gente está comparando o Tabajaras com o Haiti, quando teve aquele terremoto ficaram várias construções demolidas, entulho pelo meio da rua, cheia de ratos, cobra, aranha, e todo tipo de sujeira”, comparou Reis.
A Pastoral de Favelas tem acompanhado o processo. Segundo Nestor Bordini, integrante da entidade e também morador do Morro dos Prazeres, as comunidades decretadas para remoção estão sem assistência de qualquer órgão do governo.
“Na Estradinha é uma situação diferente de outras comunidades, porque as casas não foram interditadas, o prefeito entrou com a situação de remoção para poder cumprir o projeto dele. Tanto o coletivo técnico quanto o engenheiro da FioCruz que veio para dar o laudo, identificam que aqui não tem risco nas encostas: o problema é a área, que é de rico”, observou Bordini.
Uma das moradoras contou a sua situação, cuja casa em que mora é dividida ao meio com o proprietário que alugava o espaço para a sua família e agora sofre com a possibilidade de demolição.
“Se quebrar a casa dele a minha vai para o chão. Não tem como, eu vou ser obrigada a negociar. A gente queria que mesmo que eles quebrassem o que eles compraram, desligassem primeiro a luz, a água e o esgoto, porque quebra e a gente fica sem nada. A água ficou um tempo sem, quatro dias, e voltou precariamente. O esgoto está na rua quebrado, disseram que vai ficar assim e pronto. A prefeitura (funcionários que estão na comunidade) diz que vai tirar a luz porque é tudo gato, mas nós temos conta de luz”, disse uma das moradoras durante a assembleia.
O caso mais dramático apresentado durante a reunião foi o de Cícero Souza da Silva, de 36 anos, que trabalha como auxiliar de portaria, e tem um filho de 4 anos e uma filha de 11 para criar. Ele mora há um ano de aluguel na Estradinha, passou 4 anos juntando dinheiro para comprar uma casa. Com o documento da compra do imóvel, avaliado em R$ 6 mil, que fica no segundo andar de uma casa que foi vendida, Cícero diz que a prefeitura não vai indenizá-lo porque a casa ainda está destelhada.
Cícero com sua mulher e o documento que comprova a compra da casa que a prefeitura quer destruir sem indenizá-lo antes dele sequer ocupá-la. Foto: Eduardo Sá/Fazendo Media.
“Eu fiquei um tempo juntando dinheiro, quando eu completei 6 mil eu procurei uma laje para eu comprar. Agora não tem como eu continuar a pagar o aluguel, na minha casa só está faltando cobrir e botar a porta. Fui na prefeitura duas vezes, e eles me alegaram que não vão me indenizar porque a casa não está coberta. Eu tenho dois filhos para criar, gastamos 6 mil só na laje, mas ainda tem os gastos com o material e os pedreiros. Ao todo dá perto de 10 mil meus gastos. Não terminei de construir porque eles falaram que não podia dar continuação à obra. A casa de baixo a proprietária ficou com medo e vendeu e a gente tinha comprado o andar de cima. O que a gente está querendo é cobri-la e entrar na casa”, explicou Cícero.
De acordo com a Irmã Fátima, pastora da Assembleia de Deus, única igreja da Estradinha, onde ocorreu a assembleia, as demolições estão danificando outras casas, acumulando a sujeira e prejudicando a estrutura da comunidade.
“Estamos vivendo sob pressão, porque a prefeitura além de estar comprando as casas está destruindo uma moradia e danificando outras: são casas germinadas, às vezes com a mesma laje, forçando a retirada dos moradores. Estão deixando os entulhos nas calhas de água, impedindo a sua circulação. Estamos vivendo com ratos e muito lixo, porque os moradores estão deixando os móveis para trás. A prefeitura ao quebrar uma casa deixa os fios desencapados, já teve crianças e adultos que levaram choques. A luz está ficando com as suas instalações elétricas danificadas, deixando moradores sem luz. Nós não somos invasores, fomos assentados aqui. Aqui é um local seguro, nunca caiu residência nenhuma ”, denuncia irmã Fátima.
Em relação às questões jurídicas, Maria Lúcia Pontes, do Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Pública do Rio, esclareceu aos moradores que qualquer ação movida contra a prefeitura deve partir de uma iniciativa coletiva, segundo as necessidades dos moradores e dividindo a responsabilidade do que pode ocorrer posteriormente. Ela explicou também que o centro do problema foi o primeiro morador ter vendido sua casa dando brecha às outras vendas.
“É importante que vocês assumam o papel de agentes principais dessa luta. Depois que todos falaram, uma senhora colocou: vamos fazer uma abaixo assinado. Ou seja, as respostas estão com vocês, mas vocês precisam dar o primeiro passo. E isso é difícil, porque assumir o risco da nossa vida é muito difícil, é mais fácil botar a culpa no outro, na associação, defensoria, nos técnicos. Vão passar a vida inteira deixando o município jogando vocês daqui para lá? Se aqui já foi fruto de reassentamento, até quando vocês vão ficar esperando o outro resolver a vida de vocês? Eles negociam a vida de vocês, a prefeitura não pode comprar a sua casa, ela não é uma pessoa privada, isso é ilegal. A gente vai para a justiça numa estratégia de defesa, mas a defesa é feita no dia a dia. Na Via Parque eles ganharam a ação 12 anos depois, quando a comunidade não existia mais. O processo judicial não garante muita coisa, a gente entende que é parte da luta”, explicou a defensora.
Texto retirado do site: Fazendo Media http://www.fazendomedia.com/resistencia-contra-a-remocao-no-morro-dos-tabajaras-continua/
Texto na integra no site
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
JUIZ DA SEGUNDA VARA DE FAZENDA CONCEDE LIMINAR A FAVOR DA COMUNIDADE DA ESTRADINHA
O JUIZ DISSE
O que se espera e impõe é que o Município responsabilize seus agentes por eventuais descuidos, posto que treinados para não serem negligentes, nem arbitrários, se descuidos efetivamente ocorrerem 14. Já quanto ao pedido de retirada do entulho, merecem os moradores que não aderiram ao reassentamento a consideração pública, tocando ao Município o restabelecimento do estado anterior, com presteza, por simples respeito ao direito alheio, sem o que a relação administrador/administrado retornaria à época da suserania ou, pior, do absolutismo, o que seria, além de lamentável, inaceitável. 15. Repete-se que o interesse público, que sempre tem precedência, não estará plenamente protegido se a Pública Administração atuar sem os devidos cuidados. 16. Em razão do exposto, DEFIRO PARCIALMENTE A ANTECIPAÇÃO DE TUTELA, e determino à parte ré que providencie a retirada dos entulhos decorrentes de atos praticados pelo poder público municipal em 05 dias, sob pena de multa diária de R$ 50.000,00 , além de suspensão imediata das demolições na comunidade Ladeira dos Tabajaras n.º 1014 (Estradinha). 17. Notifique-se o réu para que apresente defesa prévia, nos termos do art. 17, §7º, da Lei 8429/92. Após, voltem conclusos, conforme art. 17, §8º, do mesmo diploma legal.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Criado em Santa Teresa, Morro dos Prazeres, fui acolhido no programa Menor Patrulheiro/ FEEM. Iniciei minha Vida profissional no IPHAN, depois ANCINE e MARINHA/ EMGEPRON. Mestrando em Economia e Especialista em Finanças Públicas. Atualmente servidor da FIOCRUZ/Bio-Manguinhos. Atuo como líder comunitário nos movimentos sociais. Na política defendo a revitalização das comunidades e a regularização das ocupações urbanas. Essa luta é uma das minhas prioridades. Precisamos preservar o Direito a moradia no Estado do Rio de janeiro. Remoção é crime social! O que o Rio precisa é de ordenamento das ocupações urbanas. A população merece a garantia de uma casa digna em caso de reassentamento com, no mínimo 42m² de área útil construída. É possível, sim, revitalizar as comunidades. Reformulação do Decreto Estadual nº 42.406 de 13/04/2010, que cria o Programa Morar Seguro de construção de unidades habitacionais para o reassentamento da população que vive em áreas de risco no estado do Rio de janeiro. Seja incluindo a participação democrática nas comissões gestoras de representantes populares como presidentes das associações de moradores, Representantes do Conselho popular locais, Pastoral de favelas e Comissões de moradores eleitas diretamente pelo voto popular nas comunidades com a maioria simples, e o que aluguel social em casos necessários tenha garantia formal do Poder Público. Por isso eu peço seu voto.
A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEZ ... SERÁ ?




Companheiros eu não poderia deixar de passar em branco, o acontecimento na Rocinha, não importa os presente Governador, Vice, Senador e Ministro, Partido é só uma sigla ou uma organização voltada para um objetivo classista, mas, o Povo não. O Povo é que passa fome, é a massa, suour é lagrima é luta... então, a voz do povo é a voz de Deus... OU DEVERIA SER.... até agora não consigo acreditar o que vivi na Rocinha, prefiro acreditar que é mentira é brilho de mais para um só olhar...
A TV Roc deveria ter vergonha na cara (lente) em editar esse video sobre a inauguração forjada da passarela. Os Companheiros lá do Laborioux juntos com algumas lideranças comunitárias, coletivo técnico do Conselho Popular e Pastoral de Favelas fizemos uma manifestação linda contra a covardia da remoção do Laborioux. E, vocês só dão voz a pelegos... Carimba, o inimigo do preto é o crioulo e o inimigo do pobre é o próprio pobre... Negro vendeu negro na época da escravidão e continua a promoção de venda dos irmãos, crioulo vendendo crioulo a preço de banana... Não deram voz à manifestação ordeira e legítima contra a remoção que é um crime social... Pezão falou, Ícaro falou, Leo falou e a remoção não teve voz ninguém falou nada GENTE REMOÇÃO É CRIME SOCIAL... Parabéns...
É TOLICE ACREDITAR QUE A BORQUESIA quer ter pobre ao seu lado, eles quando saem do Morro jogam as roupas no lixo. E, passam éter no corpo para desinfetar e bebem Wisque para limpar o hálito e o contato bucal com a pobreza... Rocinha não da voto dar é dinheiro... O QUE O DINHEIRO COMPRA É BARATO... O que tem preço vende em qualquer loja... Qualquer esquina... Qualquer tendinha... O POBRE TEM QUE DEIXAR DE SER CABO ELEITORAL PARA SER POLITICO... Acreditei que na Rocinha tivesse líder de verdade, mas É MENTIRA CADE ESSA PROMESSA DE ME DAR FELICIDADE BOTA MEL EM MINHA BOCA... Me engana depois deixa saudade será....
sábado, 26 de junho de 2010
Removido como lixo
Removidos como lixo (Eu repórter, enviado para . G1 26jun)
Além de pisar no freio, a prefeitura do rio deveria é respeitar e tratar com dignidade o povo favelado, ao contrario que o Secretário Municipal de Assistência Social, Fernando William, discursa que "alguns lideres comunitários e advogados vêm defendendo que seja elaborado um laudo técnico para cada casa a ser desocupada, e não um parecer geral por área de risco. que isso protelaria muito as ações da prefeitura" Oh, Senhores das Leis, aprendemos que a Constituição é a lei máxima do Pais ! Ainda temos Constituição Estadual e ainda Lei Orgânica do Município para que? Nos Lideres Comunitários, Pastoral de Favelas, Conselho Popular, Fist e outros movimentos sociais comprometidos em buscar uma sociedade justa, solidária e fraterna. O que observamos em Pavuna, Parque Columbia, na Beira Rio, Parque União e vila Nostra. É um descumprimento total das leis sociais existentes remoção feita a toque de trator e em caminhões de lixo, nosso coletivo técnico composto por engenheiros devidamente registrados no CRE constatou o contrario dos "subalternos do prefeito", o rio acari há anos sofre um processo de assoreamento provocado pelas grandes empresas que mataram o rio pouco a pouco. Existem sim algumas casas construídas na época que o rio ainda tinha vida que necessitam ser revitalizadas e ou remanejadas para outra área próxima preservando o direito a moradia e o cumprimento da LOM art. 429. O Secretário deveria recordar que ele próprio já lutou por essa causa agora só porque mudou de lado joga também no lixo seu passado político é de militância pela Moradia digna é difícil acreditar no valor das indenizações que chegam a R$ 1.850,00 no tempo do favela bairro o povo pelo menos tinha a compra assistida onde você escolhia nas proximidades outro imóvel preservando o Direito a moradia. Remoção é crime social. Favelado também é gente, paga imposto no consumo Contra a Covardia em defesa do Povo Favelado.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
DIREITO A MORADIA





VILA DAS TORRES PARTE II
O Terror continua, aproveitando para registrar já aconteceu na comunidade uma morte e ainda temos uma ancião e alguns casos de pessoas especiais na comunidade, o Prefeito não esta respeitando a vida HUMANA será que a perereca do PAC vale mais. segue relato dos companheiros do coletico técnico em visita a comunidade.
"TERROR NA VILA DAS TORRES
Encarregado e fazer o relato da vistoria, ontem domingo, com mais dois colegas do coletivo técnico do apoio a Defensoria ria Publica -RJ, na Comunidade Vila das Torres localizada na faixa entre a via férrea e a linha de transmissão da Light, desde a antiga estação de Magno até a estação de Rocha Miranda, constatamos os mesmos métodos ilegais adotados em outras comunidades pela secretaria Municipal de Habitação da Prefeitura do Rio -SMH, hoje sob o comando político do PT-Rio.
O atual secretário substituiu o deputado federal Jorge Bittar que se afastou para concorrer à nova eleição.
Ali, na Vila das Torres, a SMH já pagou a centenas de moradores, a título de "indenização" para que abandonassem suas casas ou para ir morar em apartamentos num conjunto residencial da CEF em Realengo, muito distante de onde viveram por mais de vinte anos.
Este procedimento é precedido de vistorias feitas por servidores da SMH, comandados por uma suposta Assistente Social de Nome Maria Helena, que se tornou o terror dos moradores em comunidades alvos de remoção da Prefeitura.
Este grupo de servidores são os responsáveis pela avaliação das casas, apesar de não terem autorização ilegal para este tipo de serviço. A avaliação de imóveis , especialmente quando se trata para fins de indenização, é atividade exclusiva de engenheiros e arquitetos e deve obedecer a procedimentos previstos em Norma Técnica Brasileira.
O exercício desta atividade por pessoas não habilitadas é considerado exercício ilegal da profissão, uma espécie de contravenção penal., segundo a Lei 5.194/66.
O pagamento pelos imóveis para expulsão dos moradores deve estar sendo financiado por empresas particulares, da área da construção civil e do mercado imobiliário, como ocorreu recentemente em outras comunidades.
Antes desta etapa a SMH prepara a área através da pichação nas portas das casas como faziam os membros da SS Nazista, na Alemanha de Hitler, usando a estrela de Davi e o Triângulo Rosa.
A pichação em imóveis (edificações) particulares deve ser considerada como crime, além de estar sendo usada de forma odiosa por servidores públicos, entre eles engenheiros, arquitetos e assistentes sociais que devem responder por sua ações ilegais e contrárias aos seus respectivos Códigos de Ética profissionais
A avaliação de imóveis, segundo testemunho dos moradores, é feita de forma aleatória, pode variar, por exemplo de 20 mil até 50 mil conforme a reação dos moradores.
Estas avaliações são feitas durante numa conversa entre um funcionário e um morador que é impedido de ser acompanhado por advogado. Isto em pleno século 21, e sob a direção política do PT-Rio.
Depois que a casa é abandonada surge uma tropa para demolição com aparato policial para proteger a atitude ilegal, pois trata-se de uma obra de engenharia, que deve ser exercida obedecendo a certos requisitos legais para garantir a segurança das pessoas no seu entorno.
Como obra de engenharia a demolição deve ser feita sob a responsabilidade técnica de um engenheiro ou arquiteto, e a obra deve estar devidamente registrada no CREA-RJ através de uma Anotação de Responsabilidade Técnica - ART.
Em geral o CREA-RJ não fiscaliza este tipo de obra alegando não poder autuar um órgão publico, o que é um equívoco, pois a responsabilidade técnica é sempre subjetiva, isto é , da pessoa natural que executa a obra. Portanto o CREA_RJ não pode se omitir no seu poder-dever de fiscalizar este tipo de obra. Além disto as demolições estão colocando em riso a segurança das casas vizinha e os seus ocupantes, idosos, crianças , mulheres grávidas e pessoas com deficiência física.
Estas demolições não se completam , pois a sua conclusão iria desabar as casas coladas, como num efeito dominó.
Os responsáveis pelas demolições ilegais deixam os entulhos nos locais sem previsão de retirada, o que permite a proliferação de vetores diversos de doenças epidêmicas.
Registramos casos em que a instalação elétrica não foi desligada permitindo que nos escombros ainda se encontre fiação energisada com riscos de morte principalmente para crianças que não podem medir o perigo ali existente.
Esta situação implica na necessidade de se adotar as seguintes medidas urgentes, não necessariamente nesta ordem:
- paralisação imediata das negociações para “indenização” até que se confirme o devido processo legal;
- registrar na delegacia de policia a pratica de infrações como pichação e demolição com risco de desabamento.
- ação judicial com pedido de medida liminar para impedir a continuidade das demolições e limpeza da área sem risco para as casas existentes e para garantir a salubridade da área ocupada pela comunidade; comunicação ao CREA_RJ para fazer vistoria e apurar a responsabilidade técnica pelas obras ilegais executadas sem responsável técnico.
Canagé Vilhena da Silva
Arquiteto e Urbanista.
CREA_RJ 18.225-D"
domingo, 13 de junho de 2010





2ª ASSEMBLEIA COMUNITÁRIA REALIZADA NO MORRO SÃO JOÃO NOS TABAJARA ESTRADINHA
TRABAJARA É MEU LUGAR...
Mais uma assembléia realizada na comunidade SÃO JOÃO NOS TABAJARA ESTRADINHA pela Associação de Moradores Tabajaras de Botafogo e Comissão de Moradores contra a remoção na resistência pacifica e ordeira. O Pres. Reinaldo conduziu a mesa, irmã Fátima a plenária dos moradores e convidados. Reinaldo ratificou a vontade dos moradores de permanência na comunidade e ainda do valor das casas na comunidade estradinha que não deixa a desejar em relação à outra em qualquer lugar da Zona Sul do Rio. A mesa composta ainda pelo vice Ivan, Zezinho – Torre Branca; Zé Mario – Dna. Marta; Ricardo – Comissão de Moradores Estradinha; Nestor Bordini – Vila Elza; Jeremias – Vice Pres. Associação de Moradores Tabajara e Leal - Moca. Zezinho, transmitiu os informes da Pastoral de Favelas, do Dia D, Audiência Pública do dia 21 jun às 9hs – Câmara dos Vereadores/RJ. E experiência da luta comunitária enfocando preço da possível indenização, valor da moradia situação da Vila das Torres e Visita técnica na Comunidade Parque Colúmbia. Grande foi a presença do Zé Mario da Com. Dna. Marta trazendo o engajamento e a União das Associações de Moradores da Zona Sul Carioca na LUTA CONTRA A REMOÇÃO passando também uma breve narrativa sobre a nova fase da comunidade pacificada. Irmã Fátima solicitou que Ricardo lesse o Relatório Técnico emitido pelo Eng. Mauricio Campos CREA/RJ n 85-1-05643-2 que esta servindo como contra laudo da “GEORIO” no processo de remoção das comunidades. Sucintamente é o que já sabemos cerca de 30 casas com risco moderado e um acidente geológico provocado pela Santa Casa em escavações desordenadas sem obedece normas de engenharia, Todos nós já sabemos o RISCO da estradinha é a vista, pois o único bem que deslizou na Estradinha foi o Fusquinha laranja da Dna. Maria, com terras nos fundos do cemitério São João Batista. Os Moradores VIVOS estão pagando um preço pelos ILUSTRES MORTOS, pois a pelega com a Santa Casa é pela construção de um Crematório. NESTOR BORDINI, narrou a inércia da Prefeitura perante a Comunidade da Vila Elza, Torre Branca e Prazeres, pois o cenário das mortes e acidentados não comove as autoridades Municipais, pois não esta acontecendo nenhuma assistência Psicológica, ortopédica, clinica e social por parte das autoridades competentes. Transmitiu também a experiência vivida pelos Moradores do Complexo dos Prazeres a época do Favela Bairro sobre a compra assistida, ONDE O MORADOR ESCOLHIA OUTRA MORADIA E PRESERVAVA SEU DIREITO EM CUMPRIMENTO A LOM Art. 429 de permanecer na comunidade ou entorno. Ivan e Jeremias explicaram a uma moradora a dificuldade que a comunidade esta tendo com a burocracia da LIGHT e Rio Luz, pois cada uma tem uma competência e limitação não atendendo o que não é de sua área o que confunde o morador, mas tudo isso causado pelos SUBALTERNOS do Prefeito com a destruição de casas em perfeito esta de habitabilidade. Ultima intervenção da mesa o companheiro Leal falou da importância da união dos moradores e do drama que viveu com a Prefeitura no choque de ordem com seu treile na Praia. Na Plenária Irmã Fátima mulher de fibra na luta pela resistência apôs mostra-se muito preocupara com os LIXOS, ENTULHOS e PAVOR PSICOLOGICO que a Prefeitura esta promovendo na comunidade RATIFICOU - TABAJARA É MEU LUGAR... E, vai seguir na luta pela direito a moradia contra a remoção da comunidade. Marcelo, em sua intervenção muito interessante classificou 4 tipos de morador sendo “1 = FROUXOS Aqueles a bateram palmas ao terrorista e depois foram correndo trás a esmola; 2 = CONFORMISTAS Aqueles que acham que com o dinheiro oferecido vão se dar bem; 3 = TRAIDORES Os primeiros moradores. Lideres do assentamento que a tarde negaram e na calada da noite se mandaram e ainda negaram a documentação da época e o esclarecimento da negociação ou copia do cheque e o 4 = LUTADORES Os que ficamos”. Destaco o Marcelo também esta na luta contra a remoção “ele não quer ver o cristo pelas costas” afinal mora com uma vista privilegiada. Quem mandou morar bem. Infelizmente o Terror Psicológico esta se estendendo por todas as comunidades como lá na Vila das Torres, os moradores da Estradinha já estão ouvindo boatos dos SUBALTERNOS da Prefeitura de ameaça de utilização de justiça com depósitos em juízo, com força e suspensão dos serviços básicos da coleta de lixo, água, luz em fim É O TERROR do Prefeito.
VAMOS PARA O DIA D
CONTRA A CORVADIA EM DEFESA DO POVO FAVELADO.
NESTOR BORDINI – NA LUTA CONTRA A REMOÇÃO
DIREITO A MORADIA DA PERERECA

DIREITO A MORADIA o Globo 25/09/2009
No Estado do Rio de Janeiro uma perereca vale mais do que uma vida humana, enquanto em algumas comunidades como Vila Elza, Rocinha Laborioux, Vila das Torres já morreram ESPECIE HUMANAS por causa da remoção LACERDISTA do atual Prefeito PAZ. Em Seropedica Com apenas dois centímetros uma perereca conseguiu parar gigantescos tratores, caminhões e escavadeiras usados na obra do Arco Metropolitano. E nenhum operário nem engenheiro ousaram passar por cima dela. Também não deixaram entulhos nem lixo conforme estão fazendo os SUBALTERNOS DA PREFEITURA do RIO nas diversas comunidades como ESTRADINHA Tabajara, Vila das Torres em Madureira, Parque Columbia em Pavuna. Embora tenha sido uma das maiores obra pública em andamento no Rio de Janeiro estimada em R$ 1 bilhão no ano de 2009, Tudo parou pela força da frágil (FORTE) Physalaemus soaresi. Tratava-se de uma perereca rara e em extinção. Os operários da obra a apelidaram de Norminha, bem a vontade ainda foi respeitado o seu momento de PRAZER, pois NORMINHA estava no período do canto nupcial. Isso é DIREITO A MORADIA....ainda teve a paralisação causada pelo bicho-preguiça sobre uma árvore. Qual é o valor do Bicho Homem ? Tudo, no entanto, tem limite. A ecologia não pode atropelar o bom senso. Muito menos o desenvolvimento e a conquista de melhores condições de vida para o ser humano. A perereca physalaemus soaresi levou o ministério do Meio Ambiente, através do Instituto Chico Mendes, a revogar a licença ambiental para a obra prevista para conclusão em fevereiro 2010 pererecou para dezembro.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
SEMPRE MOBILIZADOS VAMOS PARA O DIA D

Esta mobilizado para garantir direitos é necessidade e obrigação de cada morador. Seja por meio da Associação ou por Comissão, como esta sendo o caso de algumas Comunidades que não estão com a Associação devidamente legalizada, seja como qualquer outra organização de luta e representação no movimento social organizado. Já mais podemos esmorecer. Assim tem sido a história de lutas do Movimento Popular de Favelas e da Pastoral de Favelas enquanto representação do povo favelado e de baixa renda e, neste momento, não é diferente.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
VILA DAS TORRES - (PARQUE MADUREIRA)



Vila das Torres (Parque Madureira)
A Banda Passou tocando coisa de amor acabou o pão foi embora o circo... Agora e o arrocho pré-condominal do Neolacerdista Paz, o que o Prefeito esta tentando fazer com as comunidades é verdadeira COVARDIA CONTRA O POVO FAVELADO, paz começou no seu tempo de subprefeito da Barra com inspiração em Negrão de Lima, Lacerda e Sandra Cavalcanti. Embora a remoção tenha se tornado inexequível pelas legislações contemporâneas vide CF/88 art.7, EC/20/00; CF/88 Estadual art. 234 e LOM ART. 429 VI, infelizmente volta à moda com muita “PAZ” os moradores da Vila das Torres em Madureira estavam sendo pisados, humilhados, ameaçados até com a mentirosa falácia do Subprefeito da Zona Norte Sr. Andre como a FALSA possibilidade de "depositar em juízo uma provável indenização de valor inicial de miserável quantia de R$ 1.850,00 por uma moradia! Foi quando tomei conhecimento e acione meu companheiro de longas datas “Zezinho do Gás” o Zé Nerson lá na Pastoral de Favelas e Movimentos Popular, contando também com o pessoal do FIST o companheiro De Paula saímos em socorro dos companheiros de Madureira resgatamos a dignidade e o espírito de LUTA e a construção da RESISTÊNCIA POPULAR fazendo voltar a sorrir o Pres. Heraldo da Associação de Moradores onde seus avos já estão ali desde 1885. Com aproximadamente 833 moradias a luta contra a remoção começou em Madureira já realizamos uma assembléia e um Ato público na comunidade, Agora para solidificar o Movimento contaram para a Grande Assembléia Apoio da Defensória Pública e Ministério Público para que possamos da dignidade ao Parque Madureira cuja Prefeitura do Rio, através da Secretaria de Urbanismo, está desenvolvendo o Parque Madureira. Uma mega área pública com 112.942,00 m2 voltada para o lazer. O projeto, além do plantio de mais de 1.200 mudas de árvores, prevê a construção de pérgulas, arena de eventos, quadras esportivas, quiosques, lago e ciclovias. Mas o Prefeito deve honrar o projeto inicial e alocar o pessoal em casas dentro do parque ou arredores. Pois a idéia da revitalização de Madureira é beneficiar toda a sua população NÃO REMOVENDO O PESSOAL LÁ PARA REALENGO, pois os que foram já removidos, NÃO USUFRUIRÃO DO FUTURO parque estaram muito distantes INCLUSIVE O Prefeito Eduardo Paes afirmou no evento de lançamento do Projeto que os moradores do local já cadastrados não seriam deslocados e as desapropriações seriam negociadas de forma digna Conforme matéria publicada pelo Jornal RIO MAIS, mas diante de todas as COVARDIAS empregada pelo PAZ e seus subalternos A LUTA CONTRA REMOÇÃO CHEGOU a Madureira convidamos a todos para no próximo dia 8/06 – Assembléia da comunidade Vila das Torres e assembléia geral do Conselho Popular, na comunidade Vila das Torres (Madureira), também ameaçada de remoção. Às 18h. NESTOR BORDINI - Movimento Popular de Favelas

